CULTURA DAS GERAIS

terça-feira, junho 06, 2006

Feira de Artesanato em BH


Feira HIPPYE de Belo Horizonte como é chamada na intimidade, surgiu em1969, na Praça da Liberdade. Idealizada por um grupo de artistas mineiros , a feira logo se tornou um ponto de encontro de várias gerações e despertou a atenção dos turistas para a diversidade dos trabalhos expostos.
Com o grande aumento de expositores extrapolando os limites da praça, a feira foi transferida para a Avenida Afonso Pena em 1991.
Hoje são aproximadamente cerca de três mil expositores, com grande variedades de produtos. São encontrado na feira além de artesanato, roupas, bijuterias ,moveis decorativos..., além das pedras preciosa, que marcam a historia e cultura do Estado.
O artesanato mineiro também aparece como ponto forte e ocupa vários espaços na cidade, de feiras populares a shopping-centers.
A Feira HIPPYE acontece aos domingos , pela manhã , com grande qualidade e preço, oferecendo a todos boas oportunidades de boas compras.
Ronaldo Thyago.
VoltaFoto Site: Belotur.

Ouro do Vale


A Riqueza do Vale


O vale do Jequitinhonha é formado pelos municípios: Almenara, Angelândia, Araçuaí, Aricanduva, Berilo, Capelinha, Chapada do Norte, Corornel Murta, Couto Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Felisburgo, Francisco Badaró, Itamarandiba, Itaobim, Itinga, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Minas Novas, Pedra Azul, Ponto dos Volantes, Rubim, Salto da Divisa, São Gonçalo do Rio Preto, Serro, Turmalina, Veredinha e Virgem da Lapa. Uma região considerada uma das mais pobres do Brasil, de solo é árido e castigado por secas e enchentes.Mais da metade da sua população vive na área rural praticando uma rudimentar agricultura e pecuária. Mas há muita riqueza no Vale do Jequitinhonha. Seja a riqueza escondida no solo na forma de ouro, diamante e pedras preciosas. Seja, sobretudo, a riqueza cultural do povo do Vale. O Jequitinhonha tem música e poesia, cantadas por Rubinho do Vale, Saulo Laranjeira, Pereira da Viola, Paulinho Pedra Azul e o Coral Trovadores do Vale. O Jequitinhonha tem carne de sol e feijão tropeiro. Tem queijo e cachaça. O Jequitinhonha tem arte rica em formas, materiais e detalhes, confeccionada pelas mãos pobres e oprimidas, porém criativas, dos artesãos. E é no artesanato que o Vale do Jequitinhonha ficou mundialmente conhecido, com a beleza e qualidade de suas Cerâmicas, Tecelagens, Cestarias, Esculturas em Madeira, Trabalhos em Couro, Bordados, Pintura, Desenho. Cada obra do artesanato feita no vale guarda um pouco da tradição de séculos de arte e das influências das culturas indígena, negra e branca, que se cruzaram na região. “Com certeza a maior riqueza do vale está na arte, é a arte e artesanato que consegue aliviar um pouco o sofrimento do nosso povo” , diz o cantor Paulinho Pedra Azul.

Ouro em Barro

A princípio os trabalhos feitos com barro era voltado para peças utilitárias, como panelas, moringas,vasilhas etc, com o passar do tempo passaram a produzir peças decorativas Figuras humanas, animais, cenas do cotidiano, tipos, usos e costumes da região. No processo de produção ainda é usado fornos a lenha, a técnica dos roletes (cobrinhas), ao invés do torno de oleiro, placas e toscas ferramentas. E pintados com pigmentos naturais extraídos de barro encontrados nas muitas jazidas de argila da região.uma das artesã mais famosa da região é dona Isabel. Ela é do pequeno município de Santana do Araçuaí. E ficou conhecida pelas suas perfeitas bonecas feitas de barro . Dona Isabel conta que começou a ser bonequeira num sonho de criança “ quando eu era menina via minha mãe fazer louças e eu já fazia bonequinhas com o resto da argila que ficava pelo chão “conta dona Isabel. Como bonequeira criou imagens representando o povo da região em noite de gala, especialmente mulheres, em diversas situações especiais do cotidiano: Noivas vestidas de branco com arranjos e buquês, noivos elegantemente vestidos com terno e gravata, madrinhas, grávidas amamentando, preparativos para festas, procissões etc. Algumas das peças chegam a medir de 1,5 metros de altura. São minuciosamente enfeitadas, decoradas. As mulheres são apresentadas com olhos, cílios, lábios e unhas pintadas, e penteados impecáveis. Todas portam colares, brincos e outros enfeites. O acabamento das peças (pintura) é feito usando barro da região "água de barro" de variadas tonalidades, muitas vezes misturados entre si, para a obtenção de outros tons. O resultado final é uma superfície lustrosa, acetinada, quase sem imperfeições.Dona Isabel faz parte da Associação dos Artesãos de Santana do Araçuaí que promove Oficinas e onde os artesãos comercializam suas peças: bonecas de variados tamanhos, galinhas, moringas, flores, potes, vasos, figuras de presépios, louça para feijoada e muito mais. Os trabalhos produzidos por ela , ao contrário do que acontecia no início de sua carreira, são atualmente bastante valorizados. Uma boneca de maior tamanho pode chegar a custar milhares de reais, e o atendimento obedece a uma fila de espera.

Fotos: Leonardo Alvim
Fonte: Vídeo Da Terra, A Alma.
Repórter: Dênia Ribeiro


Cultura, Gastronomia e Artesanato fazem da feira hippie um ponto de encontro de mineiros e turistas de todo o Brasil.

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Foto site: Belotur.

segunda-feira, junho 05, 2006

Artesanato mineiro

Por Inês Marzano



O "Artesanato" é o trabalho manual ou a produção de um artesão . Faz parte da cultura popular, feito na maioria das vezes com as mãos.
Outra característica do artesanato é a produção feita pela família, em casa e o uso de oficina e ferramentas.
Segundo o historiador Francisco do Vale Pereira, o artesão acompanha todas as etapas da produção, desde o preparo da mátéria-prima, até o acabamento final. " Essa arte existe desde o período neolítico (6.000 a.c) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica com utensílio e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais".
Historicamente, o artesão, responde por todo o processo de transformaçao da matéria-prima em produto acabado. Mas antes da fase de transformação o artesão é responsável pela seleção da matéria-prima a ser utilizada e pela concepção, ou projeto do produto a ser executado.
Teóricos do séc XIX e artistas criticavam a desvalorização do artesanato pela mecanização.
Conforme o artesão Carlos Dijon, o artesanato hoje é regional e bem diversificado. "Faz parte da cultura popular, está no sangue", conta. Existem vários artesãos consagrados com prêmios e com reconhecimento internacional em grandes mostras culturais por todo o país. O artesanato mineiro tem grande destaque por sua peculiaridade.

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GUITARRISTA DA BANDA DETONAUTAS É ASSASSINADO NO RIO DE JANEIRO

Rodrigo Netto, o Nettinho, de 29 anos, guitarrista da banda Detonautas, morreu assassinado neste domingo, no Rio de Janeiro.

Foto: www.detonautas.com.br

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